Depois de um ano de muita instabilidade econômica, 2017 é uma grande incógnita para grande parte do empresariado. Isso porque, com ele, o mercado recebe novas propostas governamentais para a economia, além do elevado desemprego. Para entender qual o melhor caminho para o novo ano, conversamos com economistas que destacam algumas alternativas, sendo a resposta a busca constante pela profissionalização.

As três principais pesquisas mensais do IBGE afirmaram que apenas cinco atividades, de um total de 50 segmentos dos setores de serviços, comércio e indústria, apresentaram números positivos em produção ou vendas no acumulado do ano até outubro, último dado disponível de acordo com matéria publicada no fim de 2016 em O Globo. O grupo que fecha no azul não é homogêneo. Segundo o economista da Bassin Consultoria, Eduardo Bassin, isso se deve ao investimento das empresas em planejamento e preparação para a reversão do cenário econômico.

“Independente do nível de crescimento da economia sempre haverá um movimento de reposicionamento das empresas, o que fará com que algumas sejam fortalecidas ao passo que outras simplesmente sumirão do mapa. Note que estou me referindo a empresas de todos os portes e seguimentos de atuação. O momento requer profissionalização (principalmente das empresas familiares), foco no fluxo de caixa e monitoramento contínuo do mercado. A aplicação deste tripé ajudará o empresário a vencer os desafios que 2017 reserva”, destaca Bassin.

Investimento deve ser cauteloso

Já para quem quer investir e garantir uma renda para seu negócio, o economista e advogado Alessandro Azzoni sugere opções mais conservadoras, como Tesouro direto ou em renda fixa. Otimista, o especialista prevê uma melhora já no segundo semestre de 2017:

“Ainda teremos uma economia em adaptação e por isso todo cuidado é importante, mas ajustes estão sendo propostos. Se as medidas forem aprovadas com êxito, poderemos ter um segundo semestre com crescimento. Precisamos entender que alguns cortes são necessários para economia crescer e um deles é reduzir as despesas, pois as receitas só cresceram com o crescimento da economia”, conclui Azzoni.

Dentre as medidas que ainda devem alterar algumas resoluções do período, a aprovação PEC 241 e ajustes das contas públicas para estabilizar a crise.

 

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