Thaís precisa de ajuda para conseguir financiamento e competir

Recebemos as Olimpíadas em nosso país e, com isso, as expectativas já começam a aparecer no público comum. Mas, para os atletas, o sonho de participar do maior evento esportivo do mundo não para. Com esportes adicionados recentemente às modalidades olímpicas, o sentimento é ainda mais intenso. É o que acontece com o Karatê. Em Campo Grande, uma jovem lutadora promete ser a esperança de o bairro figurar como celeiro de grandes atletas.

Com apenas 20 anos, Thaís Nunes se consagrou, ano passado, como campeã brasileira da modalidade, se estabelecendo como primeira colocada no ranking de sua categoria e atleta destaque de 2016 pela Liga independente de Karatê Esportivo do Rio de Janeiro (LIKERJ). Conversamos com Thaís, que revela seus sonhos e objetivos para esse ciclo olímpico. Confira:

– Como começou sua carreira na modalidade? Foi sempre essa modalidade que você praticou? Qual o motivo da escolha?

Antes de eu começar a praticar o karatê, eu era jogadora de futebol do Campo Grande Atlético Clube, mas eu acabei me lesionando em dia de treino e tive que passar por uma cirurgia no joelho, onde fiquei afastada durante dois anos de qualquer exercício físico e acabei saindo do futebol. Depois eu tive uma amiga que praticava karatê, e daí fui assistir um treino e acabei me apaixonando pelo esporte, como se fosse um amor à primeira vista. Comecei a praticar e desde então faço parte da equipe ABK, onde o meu sensei Alexandre Bagestão, sempre tenta tirar o máximo de si para seus alunos. Posso dizer que eu escolhi o karatê não só pela filosofia de vida que o esporte oferece, mas também pelo apoio que eu tenho dos meus familiares e dos meus amigos.

 – Você mora há quanto tempo na região? Você acha que o bairro tem infraestrutura para treinamento? Quais as melhorias que a modalidade precisa?

Eu moro na região há 20 anos, nasci aqui. O bairro tem infraestrutura para treinamento, mas o karatê ainda não é tão visível. Por conta disso, muitos atletas tiram dinheiro do próprio bolso para poder participar das competições e viajar atrás de novas conquistas. Acredito, porém, que haverá uma mudança agora que o karatê se tornou um esporte olímpico. Espero que as portas se abram para todos nós atletas e que consigamos patrocinadores para aí sim o esporte começar a ser mais visível não só nesse bairro, mas em todo país.

 – Quais são seus objetivos futuros?

Alguns objetivos meus foram alcançados no fim do ano passado, quando conquistei o campeonato brasileiro de karatê e fiquei em primeiro lugar no ranking da minha categoria, me consagrando atleta destaque de 2016 pela LIKERJ ( Liga independente de karate esportivo do Rio de Janeiro). A cada dia que passa eu tenho me empenhado mais e mais para poder alcançar meus próximos objetivos que é ser campeã mundial e ser atleta olímpica. Além disso, eu tenho em mente alguns projetos sociais para realizar futuramente, usando um pouco da disciplina dos treinos para ajudar crianças, ajudando a sair do quadro de drogas e até mesmo formar novos grandes atletas.

– Você acredita que no futuro possa servir de inspiração para outras crianças do bairro? Se sim, como se sente em relação a isso?

Sim, eu acredito que eu possa servir de inspiração para as crianças não só do bairro, mas também de todo o Brasil. Se isso um dia vier de acontecer, eu estarei realizando mais um sonho meu e com certeza ficarei muito feliz, pois você ser exemplo e servir de inspiração para alguém é muito gratificante.

 

Thaís está classificada para o Mundial, na Irlanda, mas precisa da ajuda de todos para atingir seu objetivo e conseguir dinheiro para competir. O mundial acontece em outubro, entre os dias 19 e 22 e, até lá, a jovem precisa de R$ 5.500 para arcar com passagem aérea, hospedagem e alimentação. Caso haja interesse em ajuda-la, basta entrar em contato através dos números: 2411-9382 ou 98479-8858.

 

Imagem: Thaís em treinamento com seu sensei (arquivo pessoal)