Acontece amanhã (11) o Projeto Samba D’Aurora em homenagem à Império Serrano. Com o preço de entrada a R$20, que dá direito a feijoada completa, o evento acontece na Rua Mário Mendes, a partir das 16h. Acontecendo todo segundo sábado do mês, o evento pretende resgatar o amor pelo samba no bairro. Para saber um pouco mais sobre o projeto, conversamos com Lucas Machado, músico cavaquinista e cantor, e um dos fundadores do grupo Samba D’Aurora. Confira:

Como começou o projeto? E qual o motivo da escolha do samba?

No fim de 2011, fundamos o grupo Samba D’Aurora, no intuito de fazer aquele samba mais tradicional, pesquisando e compartilhando com as pessoas. Percebendo que outros amigos e pessoas próximas pensavam da mesma maneira, fomos amadurecendo ideias de como contribuir para cultura do samba no bairro.

É dessa maneira que em novembro de 2013 realizamos a primeira roda do Projeto Samba na Calçada, na rua. A partir do segundo evento já encontramos o Espaço Laurindo Rosa, que sempre teve portas totalmente abertas para a cultura popular e começamos a fazer nossa roda lá e é onde estamos até hoje.

Por que a Zona Oeste e, mais especificadamente, Campo Grande?

Muito por conta da nossa origem mesmo. O grupo Samba D’Aurora tem esse nome justamente porque os fundadores moravam todos na rua Bela Aurora, que fica em Campo Grande.

Hoje o grupo possui alguns membros que não residem no bairro, mas que toparam o desafio: por que organizar uma roda de samba do outro lado da cidade se podemos fazer aqui?

Claro que frequentamos e tocamos em rodas de samba em outras regiões e achamos isso vital. Mas, parafraseando Noel Rosa ao falar da Vila Isabel, queremos mostrar que em Campo Grande se faz samba também!

Campo Grande nunca foi um bairro característico do circuito do samba como é Madureira, vocês acreditam que esse tipo de projeto, a preço popular, pode atrair mais adeptos?

É sempre importante fazer esse parênteses: em Campo Grande sempre teve gente fazendo samba; não somos e nem queremos ser vistos como os inventores da roda.  Tem muita gente muito boa nessa batalha, com quem aprendemos muito, como nossos amigos do Samba & Água Fresca, e tantos outros.

Mas é claro, sabemos que nossa região não tem uma tradição de samba comparável a bairros como Madureira. Por isso, cobrar um valor acessível na entrada e no preço da bebida, por exemplo, é importante e necessário. Fazemos sempre o máximo possível para tornar o evento viável, tanto para o público como para custear nossas despesas, e assim alcançar nosso objetivo de contribuir, até onde nos cabe, a favor do samba na região.

Com que frequência acontecem os eventos e qual a proposta?

A roda acontece todo segundo sábado do mês. Nossa proposta é cantar um repertório de samba mais tradicional, que costuma ir desde Ismael Silva até o Fundo de Quintal, e também sambas autorais e de compositores da nova geração.

É característica nossa também trazer sempre um ou mais convidado(s), desde mestres já consagrados até nomes dessa nossa nova geração. Sábado agora, por exemplo, teremos Zé Luiz do Império e Hamilton Fofão, em homenagem ao Império Serrano.

Por que escolher a Império Serrano como a próxima homenageada?

Essa pergunta é muito pertinente. Algumas pessoas podem achar que decidimos homenagear o Império depois dele retornar ao Grupo Especial, o que seria possível também.

Mas na realidade, já havíamos decidido tudo antes mesmo do carnaval, pois queríamos celebrar os 70 anos que a Escola completa agora em março.

Coincidência ou não, logo depois, eles resolvem ganhar o campeonato e deixar a ocasião ainda mais especial!

 

Imagem: Divulgação

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