Com o terceiro caso de febre amarela já confirmado no Estado do Rio de Janeiro, é comum que a população da capital busque de forma alarmada a vacinação. Em nota, a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) informa que desde segunda (20), os 34 postos de saúde da prefeitura que vacinam contra a febre amarela estão recebendo um reforço de doses e estão orientados a vacinar até 250 pessoas por dia, respeitando o porte e capacidade de cada unidade.

“No entanto, desde a semana passada, por causa da alta demanda, há postos que já superam essas doses. No sábado, por exemplo, os três postos da zona sul do Rio vacinaram 1.300 pessoas. A SMS reitera que não há necessidade de correria aos postos e que a prioridade de vacina esta semana continua sendo para quem vai para áreas de risco, porque não há notificação de casos de febre amarela na cidade do Rio de Janeiro. Desde o dia 1° de janeiro de 2017 (até o dia 16 de março), a SMS vacinou 126 mil pessoas”, diz a nota.

No sábado, dia 25 de março, das 8h às 17h, a Secretaria Municipal de Saúde promove um dia de mobilização. Nesta data, todas as 233 unidades de atenção básica do município – clínicas da família e centros municipais de saúde – estarão trabalhando com dedicação exclusiva à vacinação contra a febre amarela. O dia de mobilização é uma prévia da ampliação que acontece de forma efetiva apenas no dia 27, abrindo a vacinação a toda a população do município até o fim do ano.

Especialistas falam sobre a febre amarela e dão dicas de prevenção

Segundo Liliane Leal, da Coordenadoria Geral de Saúde da AP5.2, devem receber a vacinação pessoas de 9 meses aos 60 anos, a partir dessa idade apenas com indicação médica. É recomendado também que gestantes e mulheres que amamentam crianças com menos de 6 meses de idade não recebam a vacina, além de pacientes com doenças imunossupressoras ou que façam tratamentos com imunossupressores.  A corrida aos Centros Municipais de Saúde e Clínicas da Família, porém, não é aconselhada. Especialistas concordam com a necessidade de vacinação, porém sem pânico.

“A corrida não é justificada porque não temos a doença na capital, mas o poder público já recomendou a vacinação no nosso meio. Portanto a população da capital deve se vacinar, mas sem pânico”, afirma o infectologista Paulo Santos, do Hospital Oeste D’Or.

Ainda segundo o especialista, a doença é sempre febril e evolui com formas leves e com poucos sintomas até formas graves. E recomenda: “pacientes com febre e que estejam em áreas de transmissão da doença devem sempre procurar um médico. Todos os indivíduos não vacinados são sujeitos a contrair a doença”.

A febre amarela urbana não ocorre no Brasil desde 1942. Porém, com o surto de febre amarela silvestre, a preocupação assola até mesmo capitais como o Rio de Janeiro. Segundo Flávia Bravo, vice-presidente da Regional RJ da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), a diferença entre os dois tipos de febre é apenas o vetor: “Enquanto nas áreas rurais os responsáveis pela disseminação da febre amarela são o Haemogogus e o Sabethes, nas urbanas é o Aedes aegypti”, afirma. Portanto, diz ele, é importante combater o Aedes aegypti, por ser um potencial transmissor urbano.

Para acompanhar todas as notícias, acesse o site da SMS: http://www.rio.rj.gov.br/web/sms.

 

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