Texto: Adriana Araujo

Para um candidato a uma vaga de emprego, a participação em processos seletivos, seja em dinâmicas de grupo ou entrevistas individuais, pode ser um motivo de tensão. Você quer atingir um bom desempenho? Confira as dicas do coaching de carreiras, Fabio Ge Alomzo.

  • O que fazer

Segundo o consultor de carreiras Fabio Alomzo, os primeiros pontos a serem observados pelos candidatos estão relacionados à apresentação pessoal, à primeira impressão a ser causada no recrutador. “Atentar-se à pontualidade, utilizar o português formal, evitando gírias e palavras que não domina, usar vestimenta adequada, cabelo e barba alinhados para os homens e maquiagem e decotes discretos para as mulheres ainda são de bom tom, mas é prioritário despertar o interesse e a atenção do entrevistador pela inteligência, dinamismo e proatividade”, aconselha.

Para Alomzo, chegar ao processo seletivo munido de informações sobre a empresa também é essencial: “Nunca a informação esteve tão disponível e de fácil acesso, portanto, é muito importante saber o máximo possível sobre a empresa contratante, como mudança de gestão, se houve fusão e momento financeiro atual, dentre outras informações relevantes”, comenta.

  • O que não fazer

Na opinião do coaching de carreiras Fabio Alomzo, dois comportamentos podem prejudicar o candidato e devem ser evitados ao participar de entrevistas. “O candidato nunca deve levar e permanecer com assuntos no campo pessoal, pensar que o entrevistador se afeiçoou a ele e focar nesse ponto. Muitas vezes os entrevistadores fazem isso para avaliar se o candidato sabe diferenciar o local de trabalho (empresa) do local de aprendizado (escola), ver se o candidato superou essa etapa, pois uma das principais funções da escola é a socialização e na empresa a função é o trabalho com resultado”, alerta.

“Também não se deve mencionar algo negativo ou confidencial sobre as empresas em que trabalhou. A lógica aqui é simples: se o candidato fala negativamente sobre a antiga empresa, a tendência é que fale negativamente desta empresa e de seus pares e superiores, e se o candidato fala algo confidencial, ele não será confiável para um projeto que exija confidencialidade”, completa Alomzo.

  • Dinâmica de grupo x entrevista individual

Segundo o consultor, há também uma diferença de comportamento a ser adotado dependendo do tipo de processo seletivo. “Na entrevista individual o candidato terá a atenção total do entrevistador, portanto deve demonstrar clareza e habilidade nas suas informações e demonstrar que está familiarizado com o momento atual do país e da empresa. Já na dinâmica de grupo é preciso se mostrar, criar seu espaço, mostrar persistência sem teimosia, concordar com a visão de um colega e acrescentar um ponto de vista relevante ao assunto. Também deve-se evitar ficar calado e concordar com tudo, bem como o oposto, ou seja, falar a toda hora e disputar a atenção com os outros candidatos”, recomenda Alomzo.

  • “Menos é mais”

O consultor finaliza as dicas falando da importância de dosar as emoções durante a entrevista. “Mostrar-se interessado, empolgado e concentrado pode transparecer uma certa ansiedade. A linha aqui é tênue, é necessário certificar-se de que realmente entendeu o que foi perguntado e dar sua resposta com brilhantismo, sem se exceder. Por vezes, a regra é ‘o menos é mais’, menos palavras para maior compreensão do entrevistador. Ficar calmo, concentrado, observar os detalhes e estar 100% no momento presente é essencial”, finaliza Alomzo.

 

Imagem: Free Pik