Sociedade civil e comunidade acadêmica se unem em prol da instituição que sofre com a crise do estado

Acontece amanhã (29) a passeata Abraço à Uezo (Fundação Centro Universitário Estadual da Zona Oeste). Coordenada pela sociedade civil organizada do bairro, a manifestação tem concentração marcada para às 9h na Praça dos Estudantes em Campo Grande. O objetivo é atrair atenção para a precarização da única instituição pública de ensino superior na Zona Oeste.

Questionada sobre a importância desse tipo de ato pela universidade, Thamyres Vianna, presidente do Diretório Central dos Estudantes (DCE) da instituição, fala sobre a visibilidade: “Mostra que existe alguém, além do próprio corpo acadêmico interessado na nossa luta e nas nossas causas. (…) Precisamos dessa visibilidade, para conseguir lutar pela posse dos nossos 16 professores junto à SECTI [Secretaria de Ciência, Tecnologia e Desenvolvimento Social], conseguir o PCC [Plano de Cargos e Carreiras] dos nossos professores, o nosso tão sonhado campus. A dignidade de ter o período letivo completo, sem o medo de greves ou suspensões por falta de repasse das verbas”, afirma a estudante.

Estão à frente setores da sociedade civil organizada como associação de moradores e conselho comunitário de segurança de Campo Grande, além do apoio do comitê de saúde de Campo Grande e Guaratiba, do Sindicato dos Professores do Município do Rio de Janeiro e Região (Sinpro RJ) dentre outros órgãos que atuam na Zona Oeste, é o que afirma Dario Neto, chefe de gabinete da Uezo.

“A importância do engajamento dessas representações é fundamental, pois representam a população de Campo Grande e da ZO. Ou seja, é a população da ZO afirmando que quer uma universidade pública de qualidade e consolidada”, acrescenta Dario.

Dentre os órgãos, a Associação de Moradores da Morada do Campo (ASSOMOC) também está à frente da organização. Segundo Abigail Clemente Pinto, membro da direção da ASSOMOC, os moradores têm o direito de estudarem em lugares próximos de suas casas: “Muitos dos moradores da zona oeste param de estudar, inclusive, pela dificuldade que é estudar longe”, acrescenta. O Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação do Rio de Janeiro (SEPE) e a Defensores do Planeta também estão entre os colaboradores da passeata.

“A universidade existe para servir à sociedade. Entendo que o engajamento é um clamor para que a população seja ouvida e para que atenção seja dada às suas necessidades, incluindo a educação pública superior e com qualidade”, afirma Vânia Lúcia Muniz de Pádua, pró-reitora de graduação da Uezo.

 

Imagem: Secretaria de Comunicação do Governo do Estado

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