Texto: Adriana Araujo

Para os empreendedores que começam um negócio de forma informal, muitas vezes na própria residência, o desejo de formalização pode gerar uma série de dúvidas. Para explicar o processo burocrático, conversamos com a coordenadora do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) na Zona Oeste, Denise Schalom, que esclarece o procedimento.

De acordo com Denise, o primeiro passo para o empreendedor que resolve se formalizar é traçar um raio-x do seu negócio para saber em qual categoria ele se encaixa. “O empreendedor deve compilar todos os dados do seu negócio, desde faturamento, gastos, quem é a sua concorrência, número de colaboradores necessários, enfim, um levantamento geral que irá permitir a elaboração do que chamamos de Plano de Negócios, que visa avaliar a viabilidade do empreendimento e pode ser feito com o auxílio do Sebrae”, explica.

Uma vez realizado o Plano de Negócios e constatada a viabilidade da formalização, o próximo passo é a legalização. Para que ela seja realizada, é necessário avaliar o rendimento anual do empreendimento. “Se o rendimento anual for de até R$ 60 mil, a classificação é de Microempreendedor Individual (MEI). Para empreendimentos com faturamento anual de até R$ 360 mil, já se caracteriza uma Microempresa (MPE). Negócios com rendimento entre R$ 360 mil e R$ 3,6 milhões são categorizados como Empresa de Pequeno Porte. O próprio Sebrae realiza a formalização da categoria MEI. Para as outras categorias, orientamos o empreendedor a procurar um contador para que seja realizada a normatização. Na Zona Oeste, observamos uma demanda grande na formalização de Microempreendedor Individual (MEI)”, destaca a coordenadora do Sebrae na Zona Oeste.

A legalização do empreendimento traz uma série de benefícios ao empreendedor, que passa a se beneficiar do INSS e adquire o CNPJ do negócio, com o qual ele passa a ter facilidades de crédito e dispõe, ainda, de serviços específicos do Sebrae voltados para os empresários de pequeno porte. “Um dos benefícios é a possibilidade de utilização do Sebraetec, um programa de consultoria que visa levar a inovação ao negócio, oferecendo ao empresário subsídios de até 30% para encontrar soluções adequadas para a sua empresa”, explica Denise. “O Sebrae também pode orientar o cliente na escolha da melhor linha de crédito disponível no mercado, avaliando, por exemplo, as melhores condições de pagamento, entre outros”, completa.

O Sebrae atua junto ao empresário durante o processo de implantação e também faz todo o acompanhamento do crescimento da empresa. “O empresário formalizado pode contar com o nosso serviço de orientação profissional, que pode ser realizado em qualquer escritório do Sebrae. Nessa orientação, utilizamos a ferramenta PDC (Plano de Desenvolvimento do Cliente), com a qual é possível fazer uma avaliação do conhecimento do cliente sobre as áreas funcionais da empresa e apresentar a ele o que pode ser aperfeiçoado e as soluções mais indicadas. Essas soluções podem ser educacionais, por meio de capacitação, com palestras e cursos, ou de consultoria personalizada”, explica Denise. “O Sebrae tem por objetivo orientar e acompanhar o desenvolvimento do negócio do cliente”, finaliza.

Para mais detalhes:

http://www.sebrae.com.br/sites/PortalSebrae

Central de Realacionamento Sebrae-RJ: 080057-00800

 

Imagem: Free Pik