Texto: Adriana Araujo

Em tempos de crise, poupar uma parte do orçamento mensal para um imprevisto futuro torna-se uma necessidade. Limitar pequenos gastos do cotidiano que, se somados, pesam no final do mês pode ser uma boa maneira de começar. O contador e especialista em finanças, Marcelo Rocha, dá dicas de como fazer isso da melhor forma.

Para Rocha, itens de baixo custo que não são contabilizados nas contas do mês podem ser os maiores vilões do descontrole nas contas. “Geralmente itens de baixo custo, que não sentimos muito no bolso, como um café, um suco, lanche, estacionamento, almoçar fora, são coisas que se não forem controlados levam o orçamento familiar ao vermelho. A dica principal nestes casos é planejar e controlar os gastos em uma planilha simples, anotando tudo o que se gasta e verificando qual deles está ferindo diretamente o orçamento. Fazendo isso, certamente, a família vai alocar o problema e poderá atuar reduzindo o custo do mesmo”, aponta.

O especialista destaca que para economizar efetivamente o mais importante é ter disciplina. “É preciso saber dizer ‘não’ para suas vontades, principalmente aquelas que fogem do orçamento planejado. Ter disciplina no seu dia-a-dia. Quando for às compras, sempre que possível, faça uma pesquisa de preços, evite levar as crianças e compre apenas o que você descreveu na lista de necessidades. Em casa, consuma energia, água e telefonia, apenas no que for necessário, evitando desperdícios. Com estas pequenas atitudes, certamente o orçamento familiar terá um reflexo positivo”, explica Rocha.

Por fim, o planejamento financeiro é apontado pelo especialista em finanças como a chave para manutenção de uma vida financeira equilibrada. “O planejamento é importante em qualquer ação familiar ou empresarial. Na vida familiar, o seu papel é de eleger e excluir gastos para o mês. A elaboração do planejamento deve ser um evento que envolva toda a família. Todos devem se comprometer com o resultado. Sem isso, ele se torna ineficaz”, esclarece Rocha.

Por fim, Rocha indica a porcentagem ideal a ser poupada para casos de imprevistos, como um período de desemprego. “Quanto mais for possível poupar é melhor, e quando a família começa a gostar de ver o dinheiro crescer em uma conta poupança, por exemplo, isso se torna um vício. A maioria das famílias brasileiras não tem a cultura do poupar inseridas no seu dia a dia. A porcentagem mínima mensal para que sirva de reserva em momentos de dificuldade, seria algo em torno de 8% e 10%”, finaliza.

Imagem: Free Pik