Acaba hoje o prazo para declarar o Imposto de Renda. Acabado o prazo, os contribuintes seguem no aguardo das restituições. Mas, para quem cometeu alguma confusão durante o preenchimento, há ainda mais um problema pela frente: a malha fina. Dentre as causas estão informação de valores errados, omissão de pensão alimentícia etc.

“Malha fina significa dizer que algum dado informado para a Receita Federal não bate ou não esta correspondendo. Por isso, é muito importante entender que você está informando para o órgão o que você obteve de renda no ano base de 2016”, afirma Dr. Alessandro Azzoni, advogado e economista.

Para ajudar, convidamos Azzoni e Marcelo Rocha, contador e mestre em Educação, Administração e Comunicação, para passar algumas dicas do que fazer. Confira e não corra riscos:

– A receita não reconhece o pagamento em dinheiro, por isso fique atento: você precisa comprovar a origem do recebimento e pagamento, se não fizer será pego na malha fina;

– Cuidado com erros de digitação. É muito comum digitar renda, imposto retido e valores pagos diferentes do que foi declarado pela fonte. Com esta divergência a declaração pode ir para a malha;

– Os aposentados devem ter cuidado ao lançar seus rendimentos, principalmente os maiores de 65 anos. É muito comum lançarem como rendimento isento e não tributável valores maiores do que o permitido, que neste ano é de R$ 24.751,74;

– As despesas dedutíveis em geral são despesas com saúde, educação e pensão alimentícia- somente educação básica, técnica e universitária, lembrando que despesas com instrução têm limite individual de R$ 3.561,50;

– Cuidado ao lançar a previdência privada. Se você tem um VGBL, este deve ser lançado no grupo de “Bens e Direitos” no “código 97”, agora se você tem um PGBL, deve lançar o valor pago durante o ano no grupo de “Pagamentos Efetuados”, no “Código 36”. Esta diferença é por que 12% do PGBL pago é dedutível do rendimento tributável e já o VGBL não;

Cuidado com os dependentes. Não é permitido usar um dependente que já foi utilizado em outra declaração;

 

Caso tenha caído na malha fina, não se preocupe. Segundo Marcelo Rocha, a saída é simples: “para regularizar a situação basta corrigir a declaração via internet ou até mesmo levar documentos na receita federal, quando for acionado. Desde que tudo o que foi lançado esteja devidamente comprovado, nenhum problema ocorrerá e a declaração será liberada. Se a declaração do ano anterior estiver em malha, a deste ano deve ser entregue, caso o contribuinte esteja enquadrado em uma das condições de obrigatoriedade”, completa.

 

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