Dados divulgados pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) apontam projeções otimistas para o varejo já no segundo semestre de 2017 e no próximo ano. Apesar da queda de 1,8% no fim do primeiro quadrimestre, a entidade apresenta em sua pesquisa a piora menos intensa na atividade econômica. Em um contexto de incertezas econômicas, o sócio-presidente da ba}STOCKLER (consultoria especializada em gestão, varejo e franquias), Luis Henrique Stockler, diz que vê uma aparente estabilização política no Brasil que pode auxiliar na retomada do crescimento.

“A atividade econômica está retomando seu crescimento aos poucos. Um dos fatores que levam a esse crescimento é a aparente estabilização da política no país. Com o aumento da confiança no Brasil, o mercado e as grandes empresas começam a retomar os investimentos, movimentando a economia no país. Dessa forma, o consumo também para de cair e aos poucos volta a subir”, afirma Stockler.

Ainda segundo ele, esse é um bom indicativo para a retomada do emprego, mas destaca que é uma resposta a longo prazo: “Por exemplo, com a crescente da economia, os investimentos começam a aparecer novamente, movimentando muitos segmentos, entre eles o da construção civil, que é uma das áreas que mais geram empregos”, completa.

Apesar da perspectiva otimista, porém, Luis Henrique Stockler diz que ainda não é um momento positivo para a economia, mas sim de transição. Segundo ele, é um começo de retomada e sugere aos comerciantes que estejam preparados para atender a demanda do mercado.

“O alto consumo não virá em um curto prazo, mas os comerciantes devem estar preparados para atender a demanda do mercado, sempre antenados ao que o consumidor deseja, com novos produtos, ofertas, bom atendimento e estoque. O comerciante que não estiver preparado, não conseguirá aproveitar a volta do consumo e ‘morrerá na praia’”, aconselha.

 

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