Na madrugada desta terça-feira (12), quatro homens foram encontrados mortos em um carro, alvejado por inúmeros tiros, na Estrada do Monteiro, em Campo Grande. Esse é mais um dos casos de violência que têm se tornado cada vez mais constantes na região. Segundo a Polícia Militar, policiais do 40º Batalhão (Campo Grande) foram acionados para verificar um tiroteio. No local, os agentes encontraram três corpos dentro de um carro e um no chão, próximo do veículo.

A Polícia Civil, responsável pela Divisão de Homicídios, que está a frente do caso, afirma que a ocorrência está sendo apurada: “As investigações estão em andamento na Delegacia de Homicídios da Capital (DH). Policiais da unidade realizam diligências para localizar testemunhas que possam auxiliar na apuração do ocorrido. Assim que possível divulgaremos mais informações”. Os números da violência na região assustam moradores. Camila de Oliveira, moradora da região, relata que ouviu os tiros de sua casa. “Ouvi os disparos da minha casa. Pouco antes das duas da manhã, ouvi um barulho que nunca tinha escutado antes. Tiros que pareciam de uma arma muito pesada. Foram mais de vinte”, relata.

Somente de janeiro a abril deste ano, foram registrados na 35ª Delegacia de Polícia (Campo Grande) 1459 roubos (quando ocorre abordagem da vítima),  1587 furtos (quando não há abordagem), 29 homicídios dolosos (quando há intenção de matar) e 40 tentativas de homicídio. Os números são superiores aos registrados no mesmo período do ano passado. Somente o número de homicídios foi inferior. Foram registrados em 2016: 1375 roubos, 1476 furtos, 38 homicídios dolosos e 11 tentativas de homicídio.

O aumento da criminalidade mostrado pelos números se reflete no sentimento de insegurança dos moradores do bairro e já altera a rotina das pessoas. Camila de Oliveira, que mora no bairro desde que nasceu, relata que evita, por exemplo, caminhar à noite em Campo Grande. “Com certeza a criminalidade aumentou nos últimos anos em Campo Grande. Assaltos eram quase nulos, há uns poucos anos. Hoje, são muito recorrentes. Andar pelo bairro deixou de ser uma atividade segura. Tenho até medo de caminhar à noite, portanto evito fazer minhas caminhadas depois que escurece. Não me sinto mais segura em Campo Grande”, declara a jovem.