Os bebês prematuros do Hospital Municipal Rocha Faria (HMRF), em Campo Grande, têm um novo companheiro para acompanhá-los desde os primeiros dias de vida: um polvo de crochê. Os pequenos bonecos de algodão transmitem calma e proteção aos recém-nascidos, auxiliando na posturação do bebê no leito. O projeto, que foi iniciado em abril desse ano, colhe os frutos para a saúde tanto dos bebês quanto das famílias.

“É um projeto de humanização do tratamento dos prematuros. Sendo assim, traz tranquilidade, amor e harmonia para o bebê. Para essas crianças, os benefícios vão desde o menor gasto de energia até o ganho de peso. Com isso, eles tendem a ter uma recuperação mais rápida”, afirma a Dra. Angélica Svaiter, coordenadora da UTI Neonatal do Hospital Municipal Rocha Faria.

O Projeto Octo, surgido na Dinamarca em 2013 e já presente em 15 países, utiliza polvos de crochê para bebês prematuros em Unidades de Tratamento Intensivo neonatais. Todos os bonecos são esterilizados antes de ser entregues e a cada sete dias de uso. No fim da estadia do bebê no hospital, eles levam o novo companheiro para casa.

“Este também é um projeto importante para as mães, porque elas, com aqueles bebês que possuem inúmeros problemas, não conseguiam imaginar seus filhos com seus brinquedos e, na verdade, esse polvo também vira um brinquedo. Em consequência, ela consegue não apenas visualizar, mas ela consegue realizar essa coisa tão importante para ela, que imaginou durante a gravidez. A mãe fica mais calma, tem um menor estresse e com isso tem uma maior produção de leite, fundamental para a recuperação desses bebês”, continua a doutora.

Rocha Faria recruta voluntários para o projeto

Com o auxílio de um polvo de crochê, esterilizado, o bebê se sente mais acolhido. Voluntários e materiais são necessários para dar continuidade ao projeto. Os interessados em participar, podem procurar o Centro de Estudos do hospital de segunda à sexta-feira, das 9h às 18h.

Imagem: https://goo.gl/images/2H16oo