A primeira quinzena de outubro já está chegando ao fim e com ela o aumento das vagas temporárias, mesmo em época de crise. Segundo dados divulgados pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), mais de 73 mil pessoas devem ser contratadas pelo comércio brasileiro para as festas de fim de ano, com alta de 10% em comparação com o mesmo período de 2016.

“Se há a expectativa de aumentar em 10% a contratação de mão de obra temporária no final do ano, é porque há uma tendência de maior consumo nessa época”, afirma Alexandre Prado, economista e especialista em finanças. “Essa notícia reafirma a perspectiva de reaquecimento da economia e melhora das vendas. Um ambiente de otimismo nos negócios, a volta da confiança dos empresários e, enfim, uma perspectiva de fim da crise que perdura no país há pelo menos dois anos”, completa Ricardo Natali, educador financeiro, associado à Associação Brasileira de Educadores Financeiros (ABEFIN).

Ainda assim, é importante que o empresário tome algumas precauções antes de expandir o staff para as festas. Além disso, o crescimento deve envolver, principalmente, os setores de vestuários e super e hiper mercados.

“Preferencialmente buscar contratar uns 15 dias antes do início que o empresário deseja que o empregado esteja apto para assumir suas funções com integralidade. Sempre recomendado contratar de forma estratégica e inteligente visando as necessidades reais da empresa e sua condição financeira no momento da contratação para arcar com esse salário”, recomenda Soraya Salomão, coach de resultados.

Já para quem busca os empregos, Ricardo Natali recomenda o esforço para desempenhar bem as funções. Segundo o especialista, existe uma perspectiva de melhoria no cenário econômico brasileiro para 2018 – a previsão do Banco Central é de que o Produto Interno Bruto seja pelo o dobro no ano que vem -, e “os temporários devem se esforçar e desempenhar bem suas funções, pois é grande a chance de efetivação, caso esse cenário positivo se comprove”, conclui o educador financeiro.

 

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