No próximo dia 17 de novembro, o bairro de Campo Grande completa 414 anos e diversas atrações estão sendo organizadas em celebração. O Espaço Compositor Adelino Moreira (ECAM) vai promover no local um evento com atividades culturais gratuitas, como exposições de arte, ciranda de poesias, apresentações teatrais e shows de artistas regionais, nos dias 16 e 17, patrocinado por empresários da região, e, este ano, com apoio da Superintendência Regional de Campo Grande. Além das comemorações no ECAM, o Coletivo Ideias Campo Grande também irá promover atividades gratuitas.

História de Campo Grande

A constituição do bairro de Campo Grande está associada à necessidade de desenvolvimento de terras da região. “Campo Grande se desenvolveu, como em todo o processo colonial brasileiro, através de sesmarias, que eram grandes porções de terras doadas pela Coroa Portuguesa a pessoas que fossem consideradas merecedoras da doação. A única condição é que a terra doada se desenvolvesse economicamente. Campo Grande fazia parte da Freguesia de Nossa Senhora da Apresentação de Irajá, mas depois se emancipou e formou a Freguesia de Nossa Senhora do Desterro de Campo Grande. No final do século XIX, surgiram os trens e os bondes e o bairro foi surgindo e se desenvolvendo, sempre com uma economia baseada na agricultura”, conta o escritor André Luis Mansur. Nesse processo, a Paróquia Nossa Senhora do Desterro teve um importante papel, pois foi em volta dela que Campo Grande começou a se desenvolver, como conta a escritora Odaléia Renauro: “Para que se criasse uma freguesia, no nosso caso a Freguesia de Nossa Senhora do Desterro de Campo Grande, era necessário uma igreja, um pároco, um cemitério, entre outras exigências. Foi ao redor dela que a população se concentrou”.

Ao longo de seu desenvolvimento, Campo Grande passou por atividades econômicas ligadas à cana-de-açúcar, ciclo da laranja, e depois pela expansão imobiliária e instalação de grandes indústrias, o que levou a uma grande ocupação populacional, como conta a presidente do Instituto Campograndense de Cultura, Odaléia Renauro. “Com a expansão imobiliária, houve o loteamento de propriedades rurais. Construída a Estrada de Ferro Central do Brasil, ao longo dela e das estradas de rodagem, surgiram os núcleos residenciais. Campo Grande foi o núcleo que mais cresceu. A implantação de grandes indústrias veio a alterar, de forma decisiva, as características da região. Hoje, Campo Grande é um grande centro comercial e conta com filiais de grandes empresas. Com o progresso e, muitas vezes, o descaso das autoridades, surgiram problemas que precisam ser resolvidos, como rede de esgoto, e abastecimento de água, trânsito, escolas e hospitais, que são precários”, analisa.

“Campo Grande tem uma grande tradição dentro da Zona Oeste. Logo, uma data como essa não poderia passar em branco. Eu, como morador de Campo Grande, me sinto extremamente honrado e alegre em organizar essa comemoração, que se propõe a valorizar a nossa cultura e o nosso desenvolvimento local”, afirma o superintendente Jorge Amaral.

Confira a programação de eventos comemorativos no bairro:

16 de novembro (ECAM)

9h – Abertura com professor Ciro Gallo
9h30 – Apresentação da Banda da Guarda Nacional Ambiental
10h15 – Apresentação de violino com Professor Ricardo Le Duque
10h35 – Voz e Violão com Gilberto
11h – Cantora Graça Diniz
14h – Grupo Chegando de Supresa e Renato Sorriso (Comlurb)
16h – Ciranda de Poesia do Instituto Campo-Grandense de Cultura
17h – Apresentação do grupo teatral MOA
18h – Grupo Liderando Alegria (Hospital Estadual Eduardo Rabello – chorinho e samba)
19h – Cantor Weber Werneck
20h – Coral Ecos Sonoros (Solistas: Adriana Pires e Isadora Cordeiro; Barítono: Edir Gomes; Repertório: clássico e popular)
Das 9h às 20h – Exposição de Artes Plásticas com Neuza Veloso e Antonia Phillippsen

 17 de novembro (ECAM)

10h – Tecladista Rosemberg
11h – Grupo Chegando de Supresa e Renato Sorriso (Comlurb)
13h – Exposição e tarde de autógrafos de autores da região
15h30 – Apresentação de violino com Professor Ricardo Le Duque
16h – Apresentações de Ballet e Dança Cigana (Espaço de Dança e Arte Adriana Torres)
17h – Voz e Violão com Miro
18h – Grupo Samba Cultural
20h – Orquestra Sinfônica Ecos Sonoros (Maestro: David; Soprano lírica: Raquel Martins e Adriana Pires; Tenor: Samuel Alves)
21h – Bolo

Segunda edição do projeto “Rodas de Memórias” (Coletivo Ideias)

Tema: Mídia e história dos bairros da Zona Oeste do Rio de Janeiro”
Estarão presentes os jornalistas: André Luis Mansur Baptista, Odir Ramos da Costa, Renato Reis, Silvia Fernandes, Silvio Alves e Sinvaldo do Nascimento
Dia 17 de novembro, às 19h
Livraria Leitura – Park Shopping Campo Grande

Bate-Papo com o professor e escritor Carlos Eduardo de Souza (Coletivo Ideias)

Tema: A Evolução econômica e populacional de Campo Grande – Século XX
Dia 18 de novembro, às 16h
Local:  Café Estação – Estrada do Cabuçu, 260.

Tour Histórico no Centro de Campo Grande (Coletivo Ideias)

Dia 19 de novembro, às 9h
Ponto de Encontro: Em frente à Igreja Nossa Senhora do Desterro, na Praça  Dom João Esberad.

Música Barroca com Roberto de Regina (Coletivo Ideias)

Dia 19 de novembro, às 18h
Paróquia Nossa Senhora do Desterro

Imagem: Superintendência Regional de Campo Grande