Na última semana, o consórcio que administra a operação do BRT Transoeste anunciou o fechamento de 22 estações da Avenida Cesário de Melo, do Terminal Cesarão I ao Terminal Campo Grande. A interrupção do serviço prejudicará cerca de 30 mil usuários. Duas estações do percurso, Cesarão III e Vila Paciência, já se encontram fechadas há algum tempo.

Segundo a assessoria de imprensa do BRT, dentre os motivos para o fechamento das estações estão os viajantes que não pagam pelo serviço, o alto custo de manutenção devido ao vandalismo praticado nas estações, a falta de segurança, entre outros. “O alto índice de evasão (os chamados calotes), os custos impagáveis da depredação resultante de ações de vandalismo, os problemas de segurança pública e a recente decisão da prefeitura de liberar as vans sem qualquer fiscalização na região tornam a paralisação dos serviços não apenas um risco iminente, mas uma questão de tempo”, diz Ana Silvia Mineiro, da equipe de comunicação do BRT. O fechamento das estações ainda não tem data definida para acontecer.

A operadora do sistema afirma que notificou a Secretaria Municipal de Transportes sobre os problemas ocorridos na região, mas as medidas cabíveis para evitar a interrupção do serviço não foram tomadas. “Antes de enviar um ofício ao Ministério Público estadual, o Consórcio já havia mandado quatro ofícios à Secretaria Municipal de Transportes relatando a gravidade dos problemas e o quadro crítico que atravessa a operação do BRT na Avenida Cesário de Melo, mas não foram adotadas medidas adequadas procedidas de ação eficaz. O prejuízo mensal do Consórcio no corredor Transoeste, onde fica a Cesário de Melo, é de R$ 800 mil – esse valor é só para manter as condições mínimas de operação”, diz a assessoria do BRT.

O vice-prefeito e secretário Municipal de Transportes, Fernando Mac Dowell, afirma em nota que as solicitações do consórcio foram respondidas e ratifica que a operadora tem a obrigação de manter a operação dos serviços de forma regular e satisfatória. A nota diz ainda que reclamações em relação à segurança pública, foram encaminhadas aos órgão competentes. Procurada, a Polícia Militar disse que atua no entorno das estações e que sempre que acionada age de forma imediata. A nota da Secretaria Municipal de Transportes esclarece que, caso interrompa os serviços, o BRT “sofrerá as penalidades administrativas previstas, como autuação e notificação, para que o serviço seja restabelecido imediatamente. A SMTR informa que já acionou a Procuradoria Geral do Município para avaliar as medidas judiciais cabíveis caso ocorra interrupção unilateral dos serviços por parte do consórcio”.

 

Imagem: BRT Rio