Depois da municipalização do Hospital Municipal Rocha Faria, a esperança para a saúde na região tinha ganhado um novo combustível. Isso porque a situação do estado já se encontrava em profundo declínio e a prefeitura tomou para si a responsabilidade de prover o lugar. Depois de quase dois anos, tornar a instituição incumbência do município não se mostrou uma solução positiva: falta de profissionais, insumos e limpeza são apenas alguns dos problemas.

Segundo funcionário do hospital que não quis se identificar, o último salário recebido foi o mês de outubro, no dia 28 de novembro, e não há previsão para o mês seguinte, décimo terceiro e férias.

“A esperança de melhora era pouca, mas ainda existia. Hoje não temos esperança nenhuma, é daí pra pior. Se eles não pagarem novembro e o décimo, o serviço vai ser precário durante as festas de fim de ano, porque terão muitas faltas, prejudicando a assistência”, afirma o funcionário. Até seu último plantão, a comida tinha sido distribuída em quentinhas e, ainda segundo o profissional, alguns colegas chegaram a dizer que pegaram comida azeda.

Em nota, a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) afirmou ter efetuado o repasse de R$ 58 milhões às organizações sociais e que os recursos para os salários de novembro, assim como o 13º, estão garantidos.

“Entre outubro e novembro foram liberados R$ 130 milhões – sendo R$ 100 milhões para a compra de medicamentos e insumos para reabastecer os hospitais. Parte deste material já foi distribuída para as unidades e outras entregas serão feiras conforme prazo estipulado pelos fornecedores. Além disso, a Secretaria de Fazenda disponibilizou nos últimos meses cerca de R$ 220 milhões em recursos remanejados para a Saúde”. Ainda segundo a nota, a direção do hospital afirma ter disponibilizado o fornecimento de refeições aos pacientes, acompanhantes e profissionais naquele dia (5).

No último domingo (3), ainda, quem foi até o hospital encontrou a maternidade fechada, como mostrou matéria do Bom Dia Rio.

 

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