Com o aumento do número de casos de febre amarela no estado, a população do município do Rio de Janeiro vive a tensão da corrida até os postos de saúde em busca de vacinação. No dia 27 de janeiro, sábado, a Secretaria de Estado de Saúde promoverá uma campanha voltada para a imunização na qual participarão os 92 municípios do Rio. Durante a ação, a vacina estará disponível nas Unidades Básicas de Saúde, UPAs, instalações montadas pela secretaria e nos quartéis do Corpo de Bombeiros.

Segundo a Secretaria Municipal de Saúde (SMS), apenas na capital, em 2017, foram vacinadas 1.698.307 pessoas. O órgão informa, ainda, que a cobertura vacinal do município é de cerca de 50% do público-alvo. Apenas em um dia (15 de janeiro), 16.279 pessoas procuraram unidades de saúde e foram vacinadas – o número é maior do que o total de pessoas que foram vacinadas em todo o mês de dezembro.

“Diante dessa nova demanda, as unidades estão se organizando para atender o máximo de pessoas da melhor maneira possível. O número de doses a serem aplicadas por dia em cada unidade é definido pelas direções das respectivas unidades, dentro de sua capacidade técnica de segurança dos pacientes e boas práticas de vacinação”, afirmam em nota.

A vacina da febre amarela deve ser tomada por pessoas de 9 a 59 anos e é aplicada em dose única. Não é recomendada para gestantes, idosos, crianças menores de 9 meses e pessoas com alergia a algum componente da vacina, a ovo e derivados. Pacientes em terapias imunossupressoras e portadores de doenças autoimunes. Em caso de dúvidas, o paciente deve conversar com o seu médico para as devidas avaliações e orientações. Essas são as recomendações da SMS.

“Reforçamos que não há razão para pânico, pois ate agora no Brasil só foram registrados casos de febre amarela da forma silvestre, ou seja, o paciente entrou em região de mata fechada, e foi contaminado pelos mosquitos silvestres que não existem na cidade, o Hemagogo e o Sabete. O último caso de febre amarela em cidades, que é transmitida pelo mesmo mosquito da dengue, o Aedes Aegypti, foi registrado em 1942. Portanto estamos em estado de alerta, mas não há necessidade de pânico”, aconselha Dra Selma Merenlender, Diretora Técnica da Clínica Imunofluminense Vacinas.

A médica reforça ainda que, dentre os efeitos colaterais, estão dor no local da injeção, febre baixa, dor de cabeça leve, dor no corpo, náuseas e vômitos, que cedem rapidamente.