A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) realiza neste sábado, dia 3 de março, mais um dia D de vacinação contra a febre amarela. O objetivo é atrair quem ainda não se vacinou a comparecer às clínicas da família ou centros municipais de saúde para se proteger contra a doença. Todas as 232 unidades de Atenção Primária funcionarão das 8h às 17h. O dia D faz parte da campanha de vacinação, que foi prorrogada por tempo indeterminado.

Este ano, 1.051.324 doses da vacina foram aplicadas no município do Rio. Somando-se à população imunizada nos anos anteriores, já são 4.102.847 pessoas protegidas contra a doença, o que dá uma cobertura de 76% da população alvo da vacina – pessoas de nove meses a 59 anos de idade. A dose usada na campanha continua sendo a fracionada.

O problema é que nas últimas semanas a demanda da população pela vacina – depois da correria motivada pela divulgação de casos e mortes pela doença no estado – caiu consideravelmente. Em 27 de janeiro, dia D de mobilização, foram 200.874 doses aplicadas no município. Na antevéspera do carnaval, dia 8 de fevereiro, 21.664. Já no dia 21, apenas 9.960 pessoas foram a algum posto se vacinar.

A vacina da febre amarela é ofertada em todas as unidades de Atenção Primária do município e é a melhor medida de prevenção contra a doença. Embora na cidade do Rio de Janeiro não haja casos da doença, nem em macacos e nem em seres humanos, o vírus está presente em municípios vizinhos e, nesta época do ano, a ocorrência da doença costuma ser mais constante.

A vacina da febre amarela é feita com vírus vivo e tem contraindicações importantes para bebês até oito meses e pessoas que tenham quadro de imunodeficiência por doença ou tratamento. Mulheres que estejam amamentando crianças menores de seis meses devem buscar orientação com seu médico ou o pediatra do bebê.

Também há restrições para idosos, gestantes e pessoas com alergia grave ao ovo. Por isso, em regiões sem a presença do vírus em circulação, como a cidade do Rio, atualmente, a vacina não é indicada para essas pessoas. Para que sejam vacinados nas condições epidemiológicas atuais da cidade, é então imprescindível a apresentação de atestado médico por escrito. Caso haja alteração nas condições epidemiológicas do município, essa recomendação poderá ser revista com base nos devidos critérios técnicos.

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