No último dia 26 de julho, foi publicada no Diário Oficial do Estado do Rio de Janeiro convocação para investidura de 17 professores para o quadro da Fundação Centro Universitário Estadual da Zona Oeste (Uezo). Porém, a chamada foi suspensa após questionamentos da Comissão de Fiscalização do Ministério da Fazenda. A negociação segue em trâmite. Na próxima segunda-feira (13), haverá uma manifestação de alunos, professores e comunidade local para reivindicar a investidura dos professores, pois a equipe de reportagem da TV Globo estará na universidade para reportagem sobre a situação.

Segundo a pró-reitora da graduação da instituição, Vânia Lúcia Muniz de Pádua,  a investidura dos professores é muito importante para que disciplinas que não estão sendo ofertadas no momento possam voltar a grade dos alunos. “Logo após o resultado do concurso já precisávamos desses docentes e já existiam processos, comunicações e solicitações visando a investidura, porém não aconteceu. Importante mencionar que esses professores não são suficientes para completar o quadro autorizado por lei e que nunca foi preenchido plenamente. Já tivemos muito mais docentes que isso, considerando os  temporários, tipo de contratação que tem sido impossibilitada pelo estado hoje. De lá pra cá, vários docentes adjuntos efetivos já pediram demissão porque fizeram concurso para outros locais em decorrência da imensa desvalorização do profissional da Uezo”, explica.

A Uezo é a única universidade pública da Zona Oeste e além da questão dos professores, enfrenta outras dificuldades, como a falta de campus próprio. Atualmente, as atividades acontecem nas dependências do Instituto de Educação Sarah Kubitschek (IESK).

“Está cada vez mais difícil cumprir o principal papel da Uezo que é contribuir para o Estado, em especial a Zona Oeste, formando alunos na graduação superior com qualidade. A qualidade já fica comprometida com a desvalorização do docente, embora 100% tenham doutorado, e do acúmulo de horas de aula. A falta de oferta de disciplinas pode gerar o caos institucional, pois gera dúvida e ansiedade no aluno em relação ao oferecimento das matérias necessárias para completar seu curso. Estamos estabelecendo convênios de mobilidade com outras IESs [Instituições de Ensino Superior] para preencher algumas lacunas, mas isso obviamente não é suficiente. Caso a suspensão da investidura se concretize, não saberemos como será o futuro, poderemos até entrar em colapso, considerando que a permanente desvalorização ainda ocasiona a saída de outros que já fazem parte do quadro”, alerta Vânia.

A manifestação em prol da Uezo acontece a partir das 8h30. O comparecimento e apoio de toda a população no local é muito importante para o atendimento às pautas da Uezo.

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