Praticar a redução de despesa, diminuir os custos, realizar investimentos. Essas são algumas das atividades na rotina de um gestor de empresas. Porém, na prática, elas acabam se tornando difíceis de diferenciar. Colocar cada agrupamento de gastos em seu devido lugar, porém, pode auxiliar a busca pelo equilíbrio financeiro de uma empresa. Assim como um grande organismo, as empresas também precisam administrar cada setor e suas necessidades.

“Investimento é tudo que faz o custo diminuir, e que faz aumentar a receita. Por exemplo, um software de gestão, um redesenho de processos, uma consultoria para melhorar o fluxo de caixa”, afirma Anderson Domingos, Consultor de gestão estratégica e inovação da IDE3. “O empresário costuma enxergar uma única soma para todas as saídas financeiras da empresa. Porém, esses dois grandes grupos precisam ser identificados e segregados”, completa Anibal Maini, Consultor de empresas e sócio-fundador da GPME Expansão e Estruturação de Negócios.

Apesar de parecer uma explicação simples e uma solução genérica, essa é uma dúvida comum entre os empreendedores.  Segundo Maini, esse é um dos entendimentos primordiais para o início e andamento do negócio, já que, logo no primeiro momento, o empresário vai se deparar com os investimentos de montagem e, em seguida, com os custos normais de operação.

“É importante dizer que todo investimento requer um planejamento financeiro antes de ser realizado, pois, os investimentos precisam gerar retorno. Um investimento só faz sentido se ele trouxer algo em troca ao investidor, nesse caso, o próprio empresário”, explica o consultor.

Anderson Domingos ressalta também como a diferenciação pode ajudar a equilibrar as contas da empresa. Segundo o especialista, custos altos diminuem as margens e prejudicam o fluxo de caixa. Uma empresa, por exemplo, pode vender mais e ter seu custo elevado por má gestão.

“Por outro lado, investir em uma gestão de qualidade faz essa conta ser diferente: aumentar as receitas e manter os custos controlados. Esse é o maior investimento, e poucos empresários estão preparados para isso”, esclarece Domingos.

Questionado sobre como mudar esse preparo dos empresários e melhorar, tantos que ultrapassam o seu orçamento, quanto aqueles que não fazem investimento por medo dos “gastos”, o especialista destaca que é uma questão de sensação: “percebemos, com o passar dos anos, trabalhando com melhoramento de resultados para pequenos e médios negócios, uma falha grande de visualização dos resultados. O empresário tem poucos recursos para visualizar os resultados do negócio. Por exemplo: custo médio por cliente, que é um indicador fundamental para saber quanto está custando atender seus clientes. Essa falta de visualização, cria uma bola de neve, que se não for rapidamente identificada e corrigida, pode levar em pouco tempo a falta de caixa, e posteriormente ao fechamento do negócio”, explica o especialista da IDE3.

Anibal Maini, da GPME Expansão e Estruturação de Negócios, chama atenção para as oportunidades. Segundo ele, as atualizações requerem investimentos constantes, seja para diminuir custos da operação, para aumentar a produtividade, para melhorar a qualidade de vida dos colaboradores ou, até mesmo, expandir o negócio.

“Ficam aqui três passos para você analisar sua empresa: o primeiro é classificar todos os gastos mensais relacionados aos custos e investimentos. O segundo passo é avaliar se a diferença entre as receitas e os custos está saudável, verificando assim, se a operação gera lucratividade adequada ao seu ramo de atuação. Se a resposta for negativa, você já sabe onde atacar. O terceiro e último passo, é avaliar se os gastos com investimentos da empresa cabem dentro dessa lucratividade apurada. Se couberem, ótimo, você está crescendo de forma estruturada. Se não couberem, você precisará rever seu planejamento de investimentos, pois tudo indica que o retorno não está acontecendo conforme o projetado. Em muitos casos, é necessário dar um passo atrás, abdicar algumas crenças e redirecionar o leme”, indica Maini.

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